Uma apresentadora de TV e seu câmera fazem um programa de rotina sobre uma noite comum no corpo de bombeiros. Um chamado, porém, os leva a um prédio onde uma misteriosa infecção está rapidamente se alastrando.
Direção: Jaume Balagueró e Paco Plaza
Roteiro: Jaume Balagueró, Luis Berdejo e Paco Plaza
Elenco: Manuela Velasco, Vicente Gil, Manuel Bronchud, Carlos Lasarte, David Vert, Javier Botet, Martha Carbonell e Maria Lanau
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Sinceramente, poucas vezes sai tão tenso de um cinema. Normalmente, filmes de terror me deixam aceso, eufórico, elétrico. [REC] me deixou tenso, incomodado. Ou seja, o filme é excelente.
O filme reúne vários clichês do gênero, todos usados de forma exemplar e bem feitos, e é um irmão de “A Bruxa de Blair” e “Cloverfield”: câmera na mão, correria, personagens perdidos na ação. Mas se seus irmãos optam por esconder (a bruxa que nunca aparece, o monstro que só aparece perto do fim), [REC] segue o caminho contrario. A ameaça é bem mostrada, tem belos closes, faz questão de dar show e faz jorrar sangue de muita gente, pois adora aparecer.
O elenco dá um show. Os atores foram contratados sem saber nada do que aconteceria com seus personagens, e os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza ainda utilizaram elementos surpresa para pegá-los desprevenidos, capturando assim suas verdadeiras reações as situações. E tenho que destacar Manoela Velasco. Ela, que realmente é apresentadora de TV na Espanha, é linda, e empresta um carisma absurdo a sua personagem, Ángela. No começo, a achei meio chatinha, nas cenas do quartel dos bombeiros, mas lá no meio do filme eu já estava desesperado pra entrar no prédio e tentar salva-la.
Uma boa referencia que eu e os meninos encontramos é que o filme é uma espécie de “Resident Evil na visão das pessoas normais’: esqueça os filmes, e pense nos jogos. E pense naquelas varias pessoas que não faziam idéia do que estava acontecendo e simplesmente se trancaram em casa. Se eu ou você estivéssemos em Racoon City, o que iríamos vivenciar seria bem parecido com o que encontramos aqui. O clima de medo, de ignorância, de inutilidade e impotência.
Esse é o grande trunfo do filme. Ele nos faz sentir esse clima. E o carisma dos personagens (engraçado, no terror câmera na mão, o carisma vem exatamente de todo mundo ser normal) nos faz esquecer de uma regra básica do terror câmera na mão: não tenha esperança.
Assistam esse filme no cinema, por favor. E rápido, já que o remake americano, Quarentena, estréia por aqui em 5 de Dezembro, o que deve diminuir o tempo de [REC] nos cinemas daqui.
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